A despeito de eu não estar assim tão empolgado com o SPDY e o HTTP/2, sua adoção vem ganhando cada vez mais espaço. O que é bom, uma vez que isso reverta em benefícios para os usuários.

Atualmente, qualquer um pode ter um site com HTTP/2 (na verdade, SPDY), sem gastar um único centavo: basta usar os serviços de cache da CloudFlare, que oferecem um modelo de camada SSL (chamada de "flexível" por eles) que se adeqúa a todo tipo de site na rede, contanto que seja apenas para habilitar a criptografia e o SPDY.

O SPDY foi criado pela Google, e por isso muita gente (eu incluído) pensa, ou pensava, que bastaria usar este navegador para estar em dia com a tecnologia necessária para fazer uso da novidade. Não mesmo. Só os usuários do Firefox, nas versões de 33 para cima, é que contam com o SPDY (ou HTTP/2) ativado por padrão.

Habilitando o SPDY no Chrome

Para habilitar o suporte a SPDY no Chrome será necessário alterar uma configuração interna do navegador. Acesse (não dá para fazer link direto) o endereço chrome:flags e procure por uma opção chamada "Enable SPDY/4." Clique no link "Enable" que tem logo abaixo da explicação, reinicie o navegador e seja feliz.

Descobrindo se um site funciona em SPDY ou não

Se você for como eu, vai querer mais do que o "compromisso" do Chrome de que se um site tiver suporte ao SPDY ele será usado para meu benefício. Você vai querer uma indicação visual incontestável de que o SPDY está disponível e em uso.

Para isso será necessário instalar uma extensão no navegador que adiciona um ícone (um raiozinho verde limão) na barra de endereço quando o SPDY estiver ativo.

Uma vez instalado, não tem erro: é só prestar atenção se o ícone verdinho aparece na barra de endereço. Se sim, o site tem SPDY ativado; se não, eles vão ter que trabalhar um pouco mais para ficar em dia com a novidade.